O Que é o Fast Fashion

O termo Fast Fashion está cada vez mais presente em nosso dia a dia, principalmente depois que redes de lojas populares como C&A, Riachuelo e Renner aderiram a esta modalidade de comércio que, resumidamente, trata-se da estratégia de manter as prateleiras e araras sempre providas de novidades, fazendo com que a presença do consumidor na loja seja mais constante e o número de itens adquiridos por ele aumente, dada a necessidade de estar atualizado todo tempo.

Este movimento, que teve início na Europa praticado por grandes redes como Zara, H&M, Top Shop e C&A, faz com que as novas coleções cheguem às lojas semanalmente, trazendo peças que refletem as últimas novidades do mundo da moda, gerando no cliente um desejo de compra imediata. Outro grande trunfo destas redes para atrair os olhares do grande público é o lançamento de roupas em parceria com estilistas renomados, dando credibilidade ao que está a venda por valores acessíveis e ao mesmo tempo aproximando as pessoas do trabalho destes profissionais, muitas vezes voltado para um público com poder aquisitivo mais alto.

H&M

No Brasil, a C&A já trabalhou em conjunto com Reinaldo Lourenço, Alexandre Herchcovitch, Isabela Capeto, Amir Slama e Sergio K, a Riachuelo com Fause Haten, Marcelo Sommer e a grife Los Dos e, dada a velocidade com que as peças foram vendidas, pode-se dizer que a parceria foi bem sucedida. Lá fora, a H&M lança mão da mesma estratégia com nomes como Jimmy Choo e Matthew Williamson e, em breve, Lanvin.

Grande parte do sucesso alcançado pelo Fast Fashion provém também a internet, que democratizou a informação de moda, influenciando o gosto da população de quase todo planeta e tornando mais fácil a aceitação do que é lançado. Assim como também é a web que ajuda a difundir as diversas campanhas de produtos que chegam ininterruptamente às lojas, garantindo que os clientes estejam cientes de todas as novidades e da compatibilidade delas com seus desejos recém despertados.

Além de lojas de departamentos, marcas voltadas para produtos específicos também tem apostado no Fast Fashion, pois o conceito pode se aplicar a toda uma linha diversificada de produtos ou a um tipo específico, na verdade, o importante é a velocidade com que as prateleiras serão abastecidas.

Uma desvantagem do Fast Fashion para o cliente é que graças a alta rotatividade de itens em exposição, nem sempre toda a grade de tamanhos ou cores estará disponível e, claro, a escassez e preços mais baixos não dão espaço para uma liquidação ou promoções. Como ponto positivo, o público tem peças mais atualizadas, com preço mais baixo e itens lançados quase que semanalmente. Na outra ponta temos as lojas com maior movimento, aumento da média de peças compradas por cliente e maior aceitação por parte de pessoas mais antenadas, que anteriormente só teriam como opção grifes mais caras.

No Brasil, a trajetória deste tipo de comércio, como já foi dito, tem sido extremamente positiva e aos poucos tem atraído a atenção de outras grandes redes, pois, segundo especula-se, a Top Shop aportará no país no próximo ano, acirrando ainda mais a disputa do varejo de moda, trazendo novos estilistas e produtos, enquanto nós, consumidores, obviamente só temos a ganhar com isso!

4 Comments

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  1. 1
    Kika Del Piero

    Nem me fala sobre esse lance de não achar as peças.. nem conto mais as vezes que fui na Renner atrás da regata do Gato Félix…

    Só que andei reparando uma coisa nas lojas de Fast Fashion, eles estão com preços um pouco salgados. Exemplo encontrar uma calça Jeans na Renner por 149 reais, já acho um pouco absurdo, frente que esse preço é encontrado tb na maioria das lojas de coleção

    • 2
      Condessa Anastacia Beaverhausen

      É Kika,
      essa sua observação quanto aos preços faz sentido. Na coleção do Sergio K para C&A havia jeans na faixa de R$100,00, um pouco caro se pensarmos que são peças não tão trabalhadas como as de uma marca típica de jeanswear, que em época de liquidação pode cobrar isso ou pouco mais que isso por um jeans superior.

      Bjs
      Condessa

  2. 3
    Heitor

    Ademais, o Fast Fashion é alvo de críticas diversas pois estimula um consumismo não sustentável, além de corroborarem com o trabalho escravo e infantil em países subdesenvoilvidos.

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