A 2nd Floor, ao se basear no universo dos detetives acertou nas peças que apresentou na SPFW. Sem todo o glamour da irmã, que trouxe o modelo/namorado de Madonna para seu desfile e lotou o prédio da Bienal, mostrou uma das melhores coleções desta edição da semana de moda. Os trench coats foram as peças-chave, que combinados às leggings, criaram um ótimo look. Houve também, boa alfaiataria. Destaque para os tricots que se fundiram a maxi blazers e casacos.
Extremamente feminino, é assim que podemos definir o desfile do estilista Wilson Ranieri. Um dos únicos estilistas a calçar suas modelos com rasteiras, os bottons, que vistos pela frente eram calças, mas por trás mostravam saias, deram o tom da coleção. Um rosa antigo ajudou as produções a agradarem bastante, porque nunca se viu tanto preto em uma única semana de moda, o que chegou a ser até enjoativo. Formas amplas aliadas a vestidos sequinhos e tecidos extrafinos, como os da camisa da foto acima, complementaram uma apresentação extraordinária. Ao final, nos bastidores, Wilson Ranieri recebeu a todos com muita simpatia.
De tirar o fôlego! Grandioso e imponente, mesclando modelos femininos e masculinos, que ora entravam na passarela fazendo alusão à David Bowie em The Hunger, ora à Catherine Deneuve, no mesmo filme, ou seja, a influência do gótico esteve presente em toda a ótima coleção de Lino Villaventura. Impossível não lembrar de Marc Jacobs e sua coleção africana para a Louis Vuitton, mas Lino conseguiu se reiventar e mostar ao público presente que sabe unir moda à arte. Com maquiagem e cabelo do talentosíssimo Marcos Costa, o maquiador oficial da Natura, tudo se encaixou perfeitamente, desde a moda simples para uma festa exigente até a porção teatral que mostrou como o estilista é 100% criativo e usável ao mesmo tempo.











