Priscilla Darolt – Justos, curtos, futuristas e lindos. Os looks de Priscilla Darolt realmente me conquistaram nesta SPFW. Com o uso de materiais esportivos, a estilista construiu vestidos que parecem grandes espartilhos a delinear o corpo. Amarrações, velcros, passadores de borracha e telas mostraram uma moda que não serve apenas para a passarela, mas também para a vida real. Tudo preto e roxo (inspiração nas orquídeas) e trilha sonora perfeita para acompanhar as criações: gótico eletrônico dos anos 80.
Cavalera – A marca que desfilou no reduto do rock em São Paulo, a Galeria da Rua 24 de Maio, mostrou uma moda extremamente comercial e claro, rock’n roll, o que, em minha opinião, deveria ter sido desde sempre assim, já que o Turco Loco vem da época em que a Vision Street Wear, marca amada pelos metaleiros nos anos 90, era por ele distribuída no Brasil, nas lojas Surf Kombat, patrocinadora do Sepultura e de outras bandas do cenário da época como o Zero Vision. Gostei bastante do resultado e como fã desse estilo musical e a moda que o envolve, fiquei com vontade de levar para casa vários dos looks que foram apresentados. Destaque para a alfaitaria, o black jeans resinado, as camisetas de banda e a trilha sonora tocada ao vivo por Igor Cavalera.
FH por Fause Haten – Mostrando uma moda sofisticada e com muita pele, drapeados e casacões, Fause Haten abusou das cores invernais e apresentou uma coleção de bolsas de dar inveja em qualquer um (a maioria em estilo baú). A peruca preta que cobria os olhos das modelos contribuiu para o foco nas roupas, já que cabelo e maquiagem foram deixados de lado. Desfile lindo, que remete aos vistos nas semanas de moda internacionaismas, é destinado a um inverno pesado, que infelizmente, nem sempre chega aos nossos trópicos. Destaque para as sobreposições e os brilhos que o estilista usou.
Fotos: FFW
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